Trabalho Escravo:
Números oficiais expõem a urgência de controles mais rigorosos na cadeia de fornecedores
O Brasil voltou a bater recordes no número de denúncias relacionadas ao trabalho análogo à escravidão. O dado, por si só, já é alarmante. Mas, para empresas que contratam terceiros, o impacto vai muito além da esfera social: envolve riscos legais, trabalhistas, reputacionais e até financeiros.
Em um cenário de cadeias produtivas cada vez mais complexas e descentralizadas, muitas organizações ainda acreditam que esse problema está distante de sua realidade. A verdade é que o risco existe sempre que há terceirização, principalmente quando não há uma gestão estruturada e contínua das empresas contratadas.
O que caracteriza o trabalho análogo à escravidão?
De acordo com a legislação brasileira, o trabalho análogo à escravidão não se resume apenas à restrição de liberdade. Ele pode ser caracterizado por um ou mais dos seguintes fatores:
Jornada exaustiva;
Condições degradantes de trabalho;
Trabalho forçado;
Servidão por dívida;
Restrição de locomoção, ainda que indireta.
Essas situações são mais comuns do que se imagina em contratos terceirizados mal fiscalizados, especialmente em atividades operacionais, obras, manutenção, agronegócio e logística.
Por que o risco recai sobre a empresa contratante?
A legislação brasileira e o entendimento consolidado dos órgãos fiscalizadores deixam claro: o dever de fiscalizar é do tomador de serviços.
Isso significa que, mesmo quando a irregularidade ocorre em uma empresa contratada ou subcontratada, a empresa contratante pode ser responsabilizada solidária ou subsidiariamente, além de sofrer:
Multas administrativas;
Ações civis públicas;
Inclusão em listas restritivas;
Danos severos à imagem e à reputação da marca;
Impactos diretos em ESG, compliance e governança corporativa.
Em outras palavras: não acompanhar de perto não é uma opção.
A relação direta com ESG e reputação corporativa Boas Práticas para Mitigar os Riscos Trabalhistas
O aumento das denúncias também acende um alerta importante para a agenda ESG. Investidores, clientes e parceiros estão cada vez mais atentos à forma como as empresas gerenciam sua cadeia de fornecedores.
Uma única ocorrência envolvendo trabalho escravo pode:
Comprometer certificações;
Romper contratos comerciais;
Afetar o acesso a crédito e investimentos;
Gerar crises reputacionais de difícil reversão.
A gestão de terceiros deixou de ser apenas operacional e passou a ser estratégica.
Como as empresas podem se proteger na prática
A prevenção passa por um conjunto de ações estruturadas, contínuas e documentadas. Entre as principais boas práticas estão:
Homologação criteriosa de fornecedores, com análise documental e cadastral;
Consulta periódica a listas restritivas, como o cadastro de empregadores envolvidos com trabalho análogo à escravidão;
Gestão ativa de documentos trabalhistas, previdenciários e de SST;
Auditorias e monitoramento contínuo, e não apenas na entrada do contrato;
Rastreabilidade das subcontratações, evitando terceirizações em cadeia sem controle;
Registro e evidências de fiscalização, garantindo respaldo jurídico;
Homologação prévia de hospedagem, assegurando que alojamentos utilizados por trabalhadores atendam às condições mínimas de dignidade, saúde e segurança;
Fiscalização de campo, com verificação prática das condições reais de trabalho, indo além da análise documental.
Sem processos claros e tecnologia adequada, esse controle se torna inviável.
Como a Tesseg apoia as empresas nesse cenário
A Tesseg atua diretamente na Gestão de Riscos com Terceiros, apoiando empresas na prevenção de passivos trabalhistas e riscos sociolegais, com uma abordagem que vai além do controle documental.
Nossas soluções incluem:
Homologação de fornecedores com base em critérios técnicos e legais;
Background check e consultas a listas restritivas;
Gestão e auditoria de documentos de empresas e trabalhadores;
Monitoramento contínuo de requisitos trabalhistas e de SST;
Gestão de hospedagem de trabalhadores (em breve), com controle, registro e evidências sobre alojamentos utilizados por empresas contratadas, apoiando a prevenção de condições degradantes;
Fiscalização de campo, garantindo que as condições reais de trabalho estejam alinhadas ao que foi apresentado documentalmente;
Suporte especializado, indo além da simples entrega de plataforma.
Mais do que cumprir obrigações legais, ajudamos nossos clientes a proteger sua operação, sua marca e seus valores.
Conclusão:
O recorde de denúncias de trabalho escravo no Brasil não é apenas uma estatística: é um sinal claro de que empresas precisam rever a forma como gerenciam seus terceiros.
A pergunta não é se o risco existe, mas se sua empresa está preparada para identificá-lo e mitigá-lo antes que ele se transforme em um problema jurídico e reputacional.
Se a sua organização trabalha com terceiros, o momento de agir é agora.
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